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Toca o despertador, começa o dia. Corrido, como sempre, mas sem faltar tempo para o sagrado cafezinho. Para os fãs da bebida, o café da manhã é um momento prazeroso, com um preparo cuidadoso e tempo de apreciar aromas e sabores. Nada de beber qualquer marca, rapidinho, só para acordar. É assim que o publicitário Samuel Silva começa o dia. “Gosto de moer na hora, toda manhã. É meu ritual”, afirma. Para facilitar sua vida de entusiasta do café, Samuel resolveu participar de um clube de assinatura há três anos e não saiu mais.

Atualmente, os fãs contam com uma grande variedade de clubes, com o funcionamento mais ou menos parecido: o assinante recebe em casa, todo mês, um pacote diferente. Os rótulos são selecionados. Há opções de peso (250 g ou 500 g, normalmente), torra e tipo. No caso de Samuel, que aprecia a moagem na hora, ele recebe o café em grãos. Mas há opções do café já moído e, em alguns clubes, até em cápsulas. “O clube sempre escolhe bons cafés, então confio que vou ficar satisfeito com as opções”, diz. “E é uma decisão a menos que tenho de tomar no mês.”

Os clubes de assinatura vêm ganhando mais adeptos nos últimos anos em BH, crescendo juntamente com o interesse em cafés gourmet e a abertura de cafeterias especiais na cidade. Assim como os fãs de vinhos ou de cervejas, o de um bom café costuma se interessar por rótulos diferentes, terroirs variados, sabores surpreendentes. Mas com duas diferenças importantes: dificilmente encontra produtos diferenciados em supermercados – precisa ir a lojas especializadas – e, por não ser uma bebida alcoólica, consome doses diariamente e até várias vezes ao dia, ou seja, precisa comprar com frequência.

“Em supermercado é raro achar café em grão de qualidade. Eu comprava às vezes até em São Paulo, mas o frete ficava muito caro”, diz a cirurgiã-dentista Adriana Duarte, que é assinante há um ano. Desde que recebeu a indicação do clube em um curso de barista que fez no ano passado, tem aproveitado para conhecer diferentes produtores, treinar o paladar e fazer da hora do cafezinho uma verdadeira degustação. “Eu escolho as características que mais me agradam, para receber cafés ao meu gosto, e aviso quando algum específico não me agradou”, diz. A relação com o clube é bem próxima.”

Os clubes costumam dar a opção de comprar cafés avulsos, quando o cliente gosta muito de um rótulo. Em alguns, é possível também alterar o café que chega mensalmente, escolhendo receber de novo um produto de que se tenha gostado. Há aqueles que mandam o mesmo tipo para todos os assinantes e os que focam na personalização, como é o caso do mineiro UCoffee. “Temos uma ferramenta que indica cafés para os clientes. É um software de inteligência artificial que monitora o consumo, entende o gosto e traz os cafés mais próximos do gosto de cada um”, explica o fundador, Rodrigo Belisário. “Pouco a pouco, os clientes começam a entender mais a fundo e podem também fazer interferências nos pedidos.”

Com o tempo e a experiência, os clientes vão desenvolvendo um paladar mais apurado, mais gosto pelo processo e, consequentemente, vão migrando de planos, afirma Daniel Cabral, cofundador da Noete, primeiro clube de assinatura em Minas. “Quando começamos, a grande maioria pedia 250 g de café moído”, afirma. “Três anos depois, muitos dos que começaram assim já estão no plano de 500 g em grãos. Também já compraram prensa francesa, moedor, estão envolvidos com o café mesmo.” Isso aconteceu com o administrador Guilherme Teixeira, que assina há dois anos e evoluiu de justamente 250 g para 500 g, e de moído para grãos. Além da comodidade, ele valoriza a curadoria do clube, que, ao selecionar cafés de boa procedência e qualidade, pode surpreender na escolha. “Sou uma pessoa tradicional, então essa é também uma forma de experimentar novas opções”, diz. A assinatura não fez com que Guilherme parasse de passar na cafeteria vez ou outra para conhecer novidades. Afinal, não tem hora para se tomar um bom café..

 

fonte: https://www.revistaencontro.com.br/canal/gastro/2018/08/clubes-de-cafe-ganham-cada-vez-mais-adeptos-em-bh.html

Cada café possui sua característica própria, que com o certo perfil de torra, consegue evidenciar suas notas, aromas e sabores na xícara do cliente. Trabalhamos com cafés origem única e rastreados até a fazenda, porém é importante a criação de blends, com o objetivo de adaptar o café para o gosto do cliente.

Indicamos sempre o desenvolvimento de blends próprios, e realizamos também esse acompanhamento e posterior fornecimento do blend único. Esse trabalho é importante, pois um blend bem harmonizado evidencia as características de cada grão, com o objetivo de ter sempre um café complexo e diferenciado para o cliente final. Por exemplo, cafés mais doces, em geral, acabam sendo um pouco menos ácidos, e com corpo mais leve. A harmonização com outro café que possua em sua característica corpo e acidez acaba sendo bastante interessante.

Isso leva ao desenvolvimento de blends completos, e a partir de um ajuste tanto no perfil de torra quanto nos grãos, consegue-se chegar a um padrão de café que pode ser mais replicável e mais agradável ao gosto dos clientes.

Temos também realizados vários testes de infusões a seco anteriormente ao processo de torra, e o café do mês de Abril foi um exemplo de infusão que fizemos de café e lúpulo importado, e que teve um resultado bastante satisfatório. Ele está disponível na cafeteria e em breve estará também na nossa loja online!

Objetivo:

  • Adaptar ao cliente final
  • Garantir padrão
  • Criação da identidade dos cafés