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O lugar ideal para fãs de cafés, queijos e charcutaria!

Não tem jeito, café e queijo são itens que representam muito o nosso estado. E o bom é que ultimamente esses produtos estão muito valorizados no mercado e os pequenos produtores estão tendo oportunidade de aparecer e de mostrar mais o trabalho incrível que realizam.

Como fã incondicional dessa combinação, adorei conhecer a Noete Café Clube, uma cafeteria muito charmosa que fica no Santo Antônio e que esse ano venceu o prêmio da Revista Encontro na categoria de melhor cafeteria da cidade.

No dia que visitei participei de uma noite especial com harmonização de cafés, queijos e charcutaria.Por lá, produtos de várias regiões do estado e uma combinação incrível de aromas e sabores.

Durante a noite os responsáveis pela casa e pela seleção dos itens explicaram detalhes sobre os produtos e ensinaram técnicas especiais para que pudéssemos compreender melhor o aroma e os ingredientes de cada café, por exemplo.

Em um livro muito organizado, nós marcávamos os sabores que estávamos descobrindo e conseguíamos identificar o que agradava mais ou menos nosso paladar.

O meu café preferido da noite tinha chocolate e caramelo. Eu consegui perceber isso pelo aroma, mas quando degustei, o sabor desses ingredientes não ressaltaram tanto e o café ficou leve, nada doce e extremamente saboroso.

No dia eu combinei pastrami com damasco e geleia, uva com queijo canastra, mixirica com copa lombo e muito mais. Achei sensacional a oportunidade de arriscar e claro, de me surpreender! Acredite se quiser, mas todas as misturas que fiz deram certo.

O interessante é que todos os produtos que eles apresentaram naquela noite especial estão à venda na loja deles e alguns ficam disponíveis no cardápio da cafeteria, que conta com algumas opções especiais de degustação.

Eles oferecem uma degustação de 3 cafés especiais (grãos diferentes, mesmo método ou mesmo grão, com métodos diferentes) por R$ 20,00, uma degustação de queijos e cafés por R$ 40,00 e uma queijos e charcutaria por R$ 45,00.

Por lá, o objetivo é valorizar os produtores locais, então os queijos são selecionados pelo Armazém São Roque e os itens de charcutaria são feitos lá mesmo, pela equipe da Charcutaria Local.

Além de tudo isso, o cardápio conta com sanduíches, tábuas de frios, salgados, bolos, omeletes e muito mais. Me chamou atenção o Sanduíche de Porchetta, que vem com carne de porco temperada e assada lentamente, com queijo canastra. Também fiquei babando no Pão de Queijo com Pastrami.

Um lugar deliciosos para descobrir o melhor da nossa gastronomia e conversar com profissionais que entendem muito do que fazem e pesquisam demais para fazer cada vez melhor. Amei!

Ah, se quiser levar um pouco do Noete para casa, eles tem grãos a granel, em pacote e também Cold Brew.

Fotos: Isabela Lapa/Coisas de Mineiro

Informações Importantes:

Endereço: Rua Santo Antônio do Monte, 294, esquina com a Rua São Domingos do Prata.

Horário de funcionamento: Seg. a Sex – 10:00 – 20:00 e aos Sábados de 10h as 15h.

Telefone: (31) 3586-4645. 

O lugar ideal para fãs de cafés, queijos e charcutaria!

O café deste mês foi um achado que encontramos no cerrado de Minas Gerais. E que nos deixou muito feliz por encontrar um café de alta qualidade com potencial de ser explorado com o foco na qualidade.

Através de um conhecido em comum, nos foram enviadas amostras da fazenda do Rogério Oliveira, que até então não tinha enviado seu café para nenhum concurso ou sequer vendido para clientes que tinham como alvo a qualidade da bebida. Logo no começo de seu trabalho, Rogério tem tomado bastante cuidado com a a lavoura de café, que apesar de recente, dava mostras de que poderia ter muita qualidade.

Além disso Rogério é primo de Gabriel Nunes, que teve no último ano o seu café premiado como o melhor do país, e as sacas vendidas a bagatela de 18mil dólares cada. Ao trocarem conhecimento sobre fermentação, Rogério resolveu testar o processo em um blend de Topázio e Catuaí 144.

E o resultado foi esse que nossos associados vão poder receber em casa. Um café de doçura extremamente elevada, com notas de frutas amarelas e uma acidez brilhante que vai dar o que falar!

Aproveitamos para fazer algumas perguntas para o produtor, sobre suas expectativas e curiosidades sobre a propriedade, que vocês vão poder ler abaixo.

 

Qual a expectativa para essa e as safras futuras?

Estamos com uma expectativa muito boa para esta safra e bem ansioso para a próxima.

Existe um aumento do foco na qualidade?

Cada dia que passa estamos com ideias diferentes no sentido qualidade. Ano que vem que nos aguarde, cafés novos virão. Acreditamos muito na forma artesanal em lidar com cafés. A RCO acredita que a qualidade está ligada à produção artesanal.

Quais ações são realizadas visando a responsabilidade ambiental e social na fazenda?

Nossas atitudes dentro da RCO agropecuária são baseadas sempre no respeito. Estamos sempre preocupados com o meio ambiente tentando proteger nascentes e plantar micro florestas. Nossos colaboradores são tratados como sócios na fazenda. Caminhamos todos juntos por aqui!

A fazenda é da familia? A quantos anos existe?

A fazenda é uma propriedade familiar. Em 2015 Rogério se mudou de Belo Horizonte par dedicar a cafeicultura onde começou com uma lavoura de 18 hectares. Hoje a RCO se dedica diariamente a produzir cafés artesanais nos 35 hectares hoje plantados. A paixão pelos cafés de qualidade vieram após trabalhar dois anos na fazenda de propriedade do tio(Nunes Coffee) onde participou da produção do café que teve a maior repercussão no mundo.

Qual a satisfação de ver o café produzido por vocês ser reconhecido pela qualidade?

Para RCO esse reconhecimento foi um prêmio. Na primeira safra da fazenda ja poder ter seu café reconhecido pela Noete nos enche de orgulho e também nos deixa muito feliz em saber que estamos na linha certa.

Esse ano tive a oportunidade de realizar uma viagem com a qual sempre sonhei. Sempre escutei falar muito sobre a cultura de nosso país vizinho Peru, e os povos antigos que viveram por lá. Escutava falar que civilizações de outros planetas, mais avançadas, passaram por lá e deixaram vários rastros, tanto na arquitetura quanto na agricultura, e que existia até uma cidade perdida no meio da floresta amazônica cuja beleza era espantosa e com enigmas ainda não desvendados. Tudo isso me deixava intrigado e com uma vontade imensa de passar uma temporada por lá. Naturalmente me pegava imaginando Harrison Ford em Indiana Jones, visitando uma cidade abandonada e procurando um tesouro que havia sido escondido a milhares de anos atrás.

Bom, o tempo passou, e alguns anos depois de me envolver na cadeia do café especial, me peguei lendo um artigo no “Daily Coffee News”, importante blog de café sobre o plantio de café orgânico, que vem sendo incentivado por programas do governo de lá desde 2013, e que vem dando resultado ano após ano com o aumento na produtividade e das exportações, em grande parte para Estados Unidos e Alemanha. Algumas particularidades chamaram muito a minha atenção, como as variedades mais populares por lá, que são a Typica e Caturra, variedades difíceis de serem encontradas por aqui, e também a altitude das propriedades, em média acima de 2500m, e que em maioria são de pequenos produtores, que geralmente cultivam outras coisas, como banana, maracujá e abacate nas fazendas.

Descobri então que a viagem que eu sonhara era muito mais do que imaginava, quase como se fosse um destino criado especialmente para mim, e a única coisa que estava faltando era justamente eu mesmo. Coincidência ou não, minha namorada recebe uma notificação no celular de um blog sobre promoção de passagens, e era exatamente a data programada para nossas férias. Pronto. Estava decidido. No impulso compramos a passagem. Agora só faltava todo o resto. E uma coisa estava muito fixa na minha cabeça, fazer a rota do café orgânico do Peru. Encontramos uma empresa chamada Responsible Tours que fazia essa rota, e logo fechamos com eles.

Após várias aventuras até chegar na fazenda, e realmente foram várias, chegamos a fazenda de Alejandro, em Huacayupana, com altitude de aproximadamente 2700m, e logo fomos explorar a propriedade. Para cultivar o café sem agrotóxicos, toda a produção deve ser sombreada, e aí já estava a primeira diferença do habitual aqui no Brasil, onde apenas agora estão surgindo algumas lavouras sombreadas, ainda sem muito estudo e conhecimento sobre os impactos disso na bebida. Iniciamos então a colheita do café junto com a esposa e filha de Alejandro, utilizando um pano amarrado nas costas onde é colocado tudo que se cata. A produção de 100% do café peruano é seletiva e ocorre durante todo o ano, devido em grande parte a altitude, similar ao que ocorre com o café colombiano, que também colhe de maneira seletiva durante todo o ano. No Brasil a colheita do café ocorre em maioria entre os meses de Maio a Setembro, tendo nos outros meses praticamente zero de colheita, com exceção de lavouras tardias em lugares como Serra da Mantiqueira, Pico da Bandeira, etc.

É notável o carinho que os produtores possuem com seus pés de cafés, e o fato de terem pessoas de outros países interessados é de imensa alegria. Estávamos juntos de uma família de Holandeses, e dormimos na própria propriedade. A receptividade foi algo marcante, e após vários cafés tomados e muita conversa, pude perceber que compartilhamos muito com nossos hermanos peruanos, tanto na parte boa que é o amor pelo grão e pela bebida de qualidade, como também na deficiência de logística e os inúmeros atravessadores que lucram muito mais do que os produtores, e acabam encarecendo toda a cadeia do café especial. Mas foi muito bacana ver que o movimento do café especial é de fato um fluxo global de mercado, e todos estão se movimentando em prol de um consumo mais responsável, com mais qualidade e mais rastreabilidade até o produtor, e quem ganha no final é sempre o consumidor. A viagem que eu sempre sonhei estava se concretizando, melhor do que eu estava imaginando, e meu destino após a fazenda de Alejandro era justamente Machu Picchu, a cidade perdida que dos Incas. E lá fomos nós para mais uma aventura, dessa vez com um excelente café que me foi presenteado pelos produtores, com muita cafeína no corpo, e muito feliz por tudo que havia presenciado. Se quiser saber mais sobre essa viagem, é só visitar nossa cafeteria aqui em BH e me procurar. Vai ser um prazer enorme compartilhar mais sobre essa viagem que me marcou tanto!

Toca o despertador, começa o dia. Corrido, como sempre, mas sem faltar tempo para o sagrado cafezinho. Para os fãs da bebida, o café da manhã é um momento prazeroso, com um preparo cuidadoso e tempo de apreciar aromas e sabores. Nada de beber qualquer marca, rapidinho, só para acordar. É assim que o publicitário Samuel Silva começa o dia. “Gosto de moer na hora, toda manhã. É meu ritual”, afirma. Para facilitar sua vida de entusiasta do café, Samuel resolveu participar de um clube de assinatura há três anos e não saiu mais.

Atualmente, os fãs contam com uma grande variedade de clubes, com o funcionamento mais ou menos parecido: o assinante recebe em casa, todo mês, um pacote diferente. Os rótulos são selecionados. Há opções de peso (250 g ou 500 g, normalmente), torra e tipo. No caso de Samuel, que aprecia a moagem na hora, ele recebe o café em grãos. Mas há opções do café já moído e, em alguns clubes, até em cápsulas. “O clube sempre escolhe bons cafés, então confio que vou ficar satisfeito com as opções”, diz. “E é uma decisão a menos que tenho de tomar no mês.”

Os clubes de assinatura vêm ganhando mais adeptos nos últimos anos em BH, crescendo juntamente com o interesse em cafés gourmet e a abertura de cafeterias especiais na cidade. Assim como os fãs de vinhos ou de cervejas, o de um bom café costuma se interessar por rótulos diferentes, terroirs variados, sabores surpreendentes. Mas com duas diferenças importantes: dificilmente encontra produtos diferenciados em supermercados – precisa ir a lojas especializadas – e, por não ser uma bebida alcoólica, consome doses diariamente e até várias vezes ao dia, ou seja, precisa comprar com frequência.

“Em supermercado é raro achar café em grão de qualidade. Eu comprava às vezes até em São Paulo, mas o frete ficava muito caro”, diz a cirurgiã-dentista Adriana Duarte, que é assinante há um ano. Desde que recebeu a indicação do clube em um curso de barista que fez no ano passado, tem aproveitado para conhecer diferentes produtores, treinar o paladar e fazer da hora do cafezinho uma verdadeira degustação. “Eu escolho as características que mais me agradam, para receber cafés ao meu gosto, e aviso quando algum específico não me agradou”, diz. A relação com o clube é bem próxima.”

Os clubes costumam dar a opção de comprar cafés avulsos, quando o cliente gosta muito de um rótulo. Em alguns, é possível também alterar o café que chega mensalmente, escolhendo receber de novo um produto de que se tenha gostado. Há aqueles que mandam o mesmo tipo para todos os assinantes e os que focam na personalização, como é o caso do mineiro UCoffee. “Temos uma ferramenta que indica cafés para os clientes. É um software de inteligência artificial que monitora o consumo, entende o gosto e traz os cafés mais próximos do gosto de cada um”, explica o fundador, Rodrigo Belisário. “Pouco a pouco, os clientes começam a entender mais a fundo e podem também fazer interferências nos pedidos.”

Com o tempo e a experiência, os clientes vão desenvolvendo um paladar mais apurado, mais gosto pelo processo e, consequentemente, vão migrando de planos, afirma Daniel Cabral, cofundador da Noete, primeiro clube de assinatura em Minas. “Quando começamos, a grande maioria pedia 250 g de café moído”, afirma. “Três anos depois, muitos dos que começaram assim já estão no plano de 500 g em grãos. Também já compraram prensa francesa, moedor, estão envolvidos com o café mesmo.” Isso aconteceu com o administrador Guilherme Teixeira, que assina há dois anos e evoluiu de justamente 250 g para 500 g, e de moído para grãos. Além da comodidade, ele valoriza a curadoria do clube, que, ao selecionar cafés de boa procedência e qualidade, pode surpreender na escolha. “Sou uma pessoa tradicional, então essa é também uma forma de experimentar novas opções”, diz. A assinatura não fez com que Guilherme parasse de passar na cafeteria vez ou outra para conhecer novidades. Afinal, não tem hora para se tomar um bom café..

 

fonte: https://www.revistaencontro.com.br/canal/gastro/2018/08/clubes-de-cafe-ganham-cada-vez-mais-adeptos-em-bh.html