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O café mais difundido do mundo, o café coado está dentro de inúmeras casas. Quem nunca sentiu o cheirinho do café sendo passado na hora de acordar em casa? Além de muito saboroso e cheiroso, o preparo do café coado é um ritual que leva muita gente a lembrar dos tempos de infância, do conforto e do carinho de casa, por isso o coado tem que ser feito com muito esmero e de maneira muito profissional. E existem muitos Métodos de Cafés Coados como vamos contar a seguir.

Os diferentes métodos de extração de café coado ganharam muito força no cenário internacional com a chegada da “TERCEIRA ONDA”, movimento que trouxe consigo uma maior valorização dos diferentes sabores, aromas e notas de cada grão. Como fazer um café coado de qualidade você pode aprender no nosso blog, com esse artigo bem bacana escrito por nosso especialista e fundador Daniel Cabral.

Os cafés coados nos dão uma grande variedade de notas sensoriais pois existem muitas variáveis envolvidas no processo de extração, qualidade do grão, tipo de filtragem, granulometria da moagem, temperatura da água, tempo de extração e pressão, que podem afetar o sabor final da bebida. Já

De acordo com nossa experiência no mundo dos cafés especiais, vamos apresentar aqui o que consideramos que sejam os principais métodos para que possamos garantir a boa experiencia do cliente, experiencia essa que vai desde a visual até a sensorial.

Principais métodos de cafés coados

Existem métodos de cafés coados para todos os paladares. Apreciadores de café com certeza encontrarão opções que ressaltem diferentes características da bebida. Veja abaixo alguns dos principais. 

Hario

Não podemos falar de café coado sem falar da Hario, marca japonesa responsável pelos principais equipamentos de preparo de bebidas em infusão na água. No nosso trabalho ela aparece na V60, porta filtro cônico com ranhuras que conduzem a água pelo filtro de papel e pelo pó de cafe, na Buono, chaleira que garante fluxo continuo e uniforme de água, e na Drip Station V60, balança de precisão com cronômetro.

Pressca

O Brasil também possui um método 100% nacional. Trata-se da pressca, uma engonha fabricada em Santa Catarina. 

Basicamente, nele é misturado o pó e a água no fundo do equipamento. Em seguida, deixa-se essa mistura em infusão de 2 a 4 minutos. Em seguida, você pressiona o filtro e o café passa por ele. Pronto, a bebida já pode ser consumida.  

O bacana é que você pode encontrar vários modelos. Eles são portáteis e vários são feitos em um material que mantém o café aquecido. 

Chemex

Outra técnica muito utilizada é a Chemex. Inventada em Nova York no início dos anos 40, utiliza um filtro de papel um pouco mais grosso dobrado de maneira que fique com 3 camadas de um dos lados. 

Isso garante uma bebida completamente livre de resíduos sólidos (borra) e intrigante, com acidez e doçura acentuadas. Além de garantir uma excelente experiencia sensorial, impacta também visualmente por possuir um design único e chamativo.

Prensa Francesa

Também muito popular, a Prensa Francesa tem como principais diferenciais a economia com filtros, sabor de bebida bem encorpado e doce, além da facilidade, tanto na extração quanto na sua manutenção.

Esse é um método que ganhou bastante espaço no Brasil por conta do charme em torno de todo o processo.

Aeropress

aeropress

A Aeropress é um dos métodos de cafés coados mais populares entre os clientes. Ele foi inventado em 2005 nos EUA e funciona de forma similar ao êmbolo de uma seringa, extraindo o café sob pressão.

Isso resulta em uma bebida intensa e super saborosa, e tem também o apelo visual de todo o processo.

Veja em nosso artigo a técnica mais a fundo.

Kalita

kalita método de coado

Mais conhecido fora do Brasil, e ganhando muito força no cenário nacional, temos a Kalita, empresa japonesa responsável pelo Kalita Wave, que tem a base alargada e achatada, com apenas 3 furos para a passagem da bebida.

O filtro é de papel, achatado no fundo e ondulado na parede lateral, o que uniformiza a bebida e garante corpo à mesma.

Clever

A Clever, outro método de extração de café coado, utiliza também um filtro de papel, mas tem como diferencial uma válvula que impede a passagem de água. Isso possibilita um tempo maior de infusão, uma vez que a extração só ocorre após a abertura da mesma, gerando assim uma bebida com um corpo muito intenso e doce.

Pano

Provavelmente o seu avô ou avó já deve ter tomado um bom café coado no coador de pano. Esse tipo de acessório deixa que os óleos essenciais da bebida passem. São eles os responsáveis pelo gosto amargo da bebida. 

Por conta disso que o café coado feito através desse processo é mais forte em encorpado. Mas para conseguir um bom resultado, você vai precisar usar uma moagem de média a grossa.

Uma moagem muito fina vai deixar a bebida extremamente forte e agressiva ao paladar. Muita gente tem voltado a usar esse método por conta do apelo sustentável. 

Um detalhe importante em relação a esse método é a troca do coador de pano. Isso vai depender de quantas vezes você faz café. Para quem faz a bebida todos os dias, o ideal é trocar o acessório uma vez por mês. 

Bonmac

Mais um dos métodos de cafés coados ideal para quem gosta de ter mais controle sobre as características da bebida é o Bonmac. Basicamente, ele é um acessório de cerâmica que lembra muito os tradicionais filtros de plástico da marca Melitta.

Mas ele possui alguns diferenciais. O fato de ser de cerâmica proporciona uma retenção de calor controlada que não vai queimar o pó. Além disso, o item possui ranhuras verticais, e pode ser encontrado nas lojas com um, dois ou três furos no fundo.

E a quantidade de furos interfere diretamente no resultado. Quanto mais furos ele tiver, mais rápido será o fluxo de água. Consequentemente, você terá um café menos encorpado e intenso. Ou seja, se você gosta de uma bebida forte, é melhor optar por um modelo com apenas um único furo. 

Cafeor

O Cafeor é mais um dos métodos desenvolvidos pela Hario (que falamos lá no começo). A diferença desse método é o uso do filtro cônico metálico. Nesse processo, o pó do café não ficará em infusão (como é comum em outras técnicas). 

Com isso, você terá uma bebida mais intensa que as anteriores e com um gosto forte. Então se você prefere de um café menos encorpado, talvez esse não seja o método mais aconselhado. 

Eva Solo

Esse método é relativamente interessante. A Eva Solo é uma cafeteira com um design que lembra muito as garrafas de vinho. Ela foi desenvolvida pelos designers Claus Jensen e Henrik Holbaek que já conhecidos por desenvolverem artigos para cozinha de luxo. 

Nesse processo, o café precisa ficar em infusão por alguns minutos, assim como acontece na prensa francesa e aeropress. Essa etapa é necessária para que seja possível extrair ao máximo todos os óleos essenciais do pó. Dessa forma, você terá uma xícara de café mais aromática e saborosa. 

O bacana desse acessório possui algumas comodidades que tornam o preparo mais simples. Por exemplo, alguns modelos acompanham uma capa de Neoprene. Esse é um tecido usado nas roupas de mergulhadores e que ajuda a manter a temperatura. 

Além disso, geralmente ela vem com um filtro de papel já acoplado e uma tampa. Assim você consegue passar o café e transportar a bebida com mais facilidade. 

Melitta

Sem sombra de dúvidas um dos métodos de cafés coados mais populares no Brasil é o Melitta (sim, a marca vem do processo). Essa técnica foi desenvolvida em 1908 pela alemã Melitta Bentz.

Essa opção chegou no Brasil lá pela década de 60, e se tornou popular rapidamente por ter um processo acessível. Ela consiste no uso de um suporte de plástico com um furo onde passa um fluxo de água reto. Esse acessório possui duas paredes e na parte inteira existem várias ranhuras.

É usado um filtro de papel em conjunto. Dessa maneira, quando você coloca água dentro do recipiente cria-se uma espécie de “piscina” no fundo.  A praticidade e custo-benefício tornou esse método o queridinho dos brasileiros. 

Contudo, ele não oferece muitas possibilidades de estilo de bebida. O máximo que você vai conseguir é controlar um pouco do sabor, por meio da quantidade de café colocado. 

Como escolher o método de coar café?

Muitas pessoas se perguntam como escolher o método para coar café. Contudo, a resposta dessa pergunta leva em consideração uma série de fatores. 

Como você pode ver acima, existem várias técnicas que podem ser utilizadas. Tudo vai depender do tipo de bebida que você deseja, e também do que a sua rotina permite. 

A maioria dos brasileiros utiliza métodos tradicionais como o Melitta e o coador de pano. Eles são rápidos, práticos e mais acessíveis.

Agora, se você deseja uma experiência completa, processos como o do filtro V60 da Hario são mais indicados. Com eles você poderá apreciar cada detalhe e nuance da bebida. Desde as notas do sabor, até o aroma único.  

Vários desses métodos de cafés coados estão disponíveis na nossa cafeteria para experimentar, e alguns também na nossa loja online. Recomendamos a todos participar desse resgate do café coado e experimentar também no conforto de casa. É uma experiência incrível!

O café espresso é um das formas de tomar café mais tradicionais pelo mundo, e uma das partes mais importantes no funcionamento de uma cafeteria, e portanto, deve ser tratada com muito carinho.

É necessário equipamentos de qualidade, e o apoio próximo de uma assistência acaba prevenindo muita dor de cabeça. Por isso é sempre interessante trabalhar com equipamentos novos, e considerar também a possibilidade de trabalhar com máquinas alugadas, que possuem assistência própria. Essa escolha acaba sendo pessoal do cliente, mas indicaremos a opção que entendemos ser a mais interessante.

Vale lembrar que a máquina de espresso é responsavel por várias bebidas, como espresso, cappuccino, ristretto, frappuccino, mocha, macchiatto, além de drinks gelados, o que é parte considerável da carta de cafés da cafeteria.

O funcionamento e regulagem da máquina de espresso e do moinho devem ser rotinas diárias, de modo a garantir a qualidade da bebida durante todo o dia. É muito importante também a limpeza da máquina após o expediente, pois acaba afetando diretamente a qualidade da bebida e dificulta a regulagem da mesma no dia seguinte.