O café mais difundido do mundo,  o café coado está dentro de inúmeras casas. Quem nunca sentiu o cheirinho do café sendo passado na hora de acordar em casa? Além de muito saboroso e cheiroso, o preparo do “coadinho” é um ritual que leva muita gente a lembrar dos tempos de infância, do conforto e do carinho de casa, por isso o coado tem que ser feito com muito esmero e de maneira  muito profissional.

Os diferentes métodos de extração de café coado ganharam muito força no cenário internacional com a chegada da “TERCEIRA ONDA”, movimento  que trouxe consigo uma maior valorização dos diferentes sabores, aromas e notas de cada grão.

Os cafés coados nos dão uma grande variedade  de notas sensoriais pois existem muitas variáveis envolvidas no processo de extração, qualidade do grão, tipo de filtragem, granulometria da moagem, temperatura da água, tempo de extração e pressão,  que podem afetar o sabor final da bebida.

De acordo com nossa experiência no mundo dos cafés especiais, vamos apresentar aqui o que consideramos que sejam os principais métodos para que possamos garantir a boa experiencia do cliente, experiencia essa que vai desde a visual até a sensorial.

Não podemos falar de café coado sem falar da Hario, marca japonesa responsável pelos principais equipamentos de preparo de bebidas em infusão na água. No nosso trabalho ela aparece na V60, porta filtro cônico com ranhuras que conduzem a água pelo filtro de papel e pelo pó de cafe, na Buono, chaleira que garante fluxo continuo e uniforme de água, e na Drip Station V60, balança de precisão com cronômetro.

Outra técnica muito utilizada é a Chemex. Inventada em Nova York no inicio dos anos 40, utiliza um filtro de papel um pouco mais grosso dobrado de maneira que fique com 3 camadas de um dos lados, o que nos garante uma bebida completamente livre de resíduos sólidos (borra) e intrigante, com acidez e doçura acentuadas. Além de garantir uma excelente experiencia sensorial, impacta também visualmente por possuir um design único e chamativo.

Também muito popular, a Prensa Francesa tem como principais diferenciais a economia com filtros, sabor de bebida bem encorpado e doce, além da facilidade, tanto na extração quanto na sua manutenção.

Percebemos também um crescimento muito grande no interesse dos clientes pela Aeropress, um método inventado em 2005 nos EUA. Funciona de forma similar ao êmbolo de uma seringa, extraindo o café sob pressão,o que resulta em uma bebida intensa e super saborosa, e tem também o apelo visual de todo o processo.

Mais conhecido fora do Brasil, e ganhando muito força no cenário nacional, temos a Kalita, empresa japonesa responsável pelo Kalita Wave, que tem a base alargada e achatada, com apenas 3 furos para a passagem da bebida. O filtro é de papel, achatado no fundo e ondulado na parede lateral, o que uniformiza a bebida e garante corpo à mesma.

A Clever, outro método de extração de cafe coado, utiliza também um filtro de papel, mas tem como diferencial uma válvula que impede a passagem de água. Isso possibilita um tempo maior de infusão, uma vez que a extração só ocorre após a abertura da mesma, gerando assim uma bebida com um corpo muito intenso e doce.

Todos esses novos métodos estão disponíveis na nossa cafeteria para experimentar, e alguns também na nossa loja online. Recomendamos a todos participar desse resgate do café coado e experimentar também no conforto de casa. É uma experiência incrível!